Como aprendi a liderar marcas durante ainflação (e como você também pode fazer isso)

Viver com a inflação: a minha perspetiva

Não preciso ler as manchetes para saber que estamos a passar por um pico de inflação — sinto isso sempre que abasteço o meu carro, faço compras no supermercado ou converso com amigos sobre orçamento. Ao conversar com clientes e parceiros, percebo que a maioria das pessoas considera a inflação uma das principais preocupações, e muitas estão a cortar os seus gastos mais do que nunca. Ninguém espera que isso mude tão cedo; as pessoas estão a se preparar para pelo menos mais seis meses de preços mais altos.

Percebi agora, mais do que nunca, que nós, como líderes de marca, não podemos confiar em soluções rápidas ou apenas cortar custos. O que importa é construir as nossas marcas para um longo prazo difícil.

O que os consumidores estão realmente fazendo — e por que isso é importante

– Reação contra a inflação encolhida: Quem não percebeu que a sua barra de cereais favorita ficou menor ou que a caixa de cereais ficou mais leve, enquanto o preço permaneceu o mesmo? Lembro-me de quando a Toblerone mudou o formato das suas barras de chocolate há alguns anos — as pessoas não apenas reclamaram, mas também expressaram a sua indignação online. Isso serve como um lembrete: os consumidores são perspicazes e não esquecem quando sentem que uma marca os engana.

– Por que o sentimento vence o preço: Mesmo com o orçamento apertado, já vi pessoas a procurarem marcas que as fazem *sentir* bem. Veja a Dove e a sua campanha «beleza real». Claro, custa um pouco mais, mas quando uma marca inspira confiança ou oferece um pouco de alegria, os consumidores estão dispostos a pagar.

– Escolhas diferentes entre categorias: Aqui está algo que acho fascinante: apesar das viagens estarem a ficar mais caras, a procura continua alta. As pessoas estão a deixar de comprar gadgets, mas a poupar para conhecer novos lugares ou passar tempo juntas. Isso desafia a minha suposição de que todos os gastos discricionários caem em uma crise — o que não é verdade.

Manual: Três prioridades da marca para a inflação

1. Transparência: Faço questão de ser sincero. Isso significa explicar (em linguagem simples) quaisquer aumentos ou alterações nos custos e evitar absolutamente truques dissimulados, como a inflação oculta. A minha regra: surpresas nunca são boas para a confiança.

2. Valor emocional: Nunca se trata apenas do produto. Tento reformular o que oferecemos como uma pequena fuga, um verdadeiro prazer ou algo que acrescenta significado, por mais pequeno que seja. Além disso, mostrar o impacto positivo que a nossa marca tem no mundo em geral transforma os clientes em fãs.

3. Personalização: Sou obcecado por dados de clientes, porque eles nos permitem oferecer pacotes personalizados e vantagens de fidelidade. Essa abordagem individual faz com que os fãs continuem voltando, mesmo quando gastam menos no geral.

Como verifico se está a funcionar? Acompanhando não apenas as vendas, mas também a confiança na marca, a fidelidade (NPS) e como as pessoas falam sobre os nossos valores e ações online.

Cinco táticas que eu recomendaria a qualquer marca

1. Audite a sua linha de produtos quanto a riscos: Identifique os itens mais vulneráveis à troca por produtos mais baratos ou à perda de clientes. Concentre a sua história de valor nesses itens ou faça promoções com preços limitados, se necessário.

2. Ofereça valor real, não apenas preços mais altos: Em vez de aumentar os preços em todos os produtos, crio opções premium (como embalagens maiores e com melhor custo-benefício) para que os clientes vejam uma razão para gastar mais.

3. Mostre a verdadeira face da marca: Acredito em levar os clientes «para trás das cortinas» — partilhando histórias da cadeia de abastecimento e explicando decisões difíceis. A transparência cria aliados, não apenas compradores.

4. Seja mais inteligente com os canais: Especialmente agora, concentro-me em canais digitais económicos, mas mantenho algum orçamento para os locais de alta confiança onde a reputação da nossa marca é mais importante.

5. Capacite os seus verdadeiros fãs a se manifestarem: Histórias reais de clientes reais são sempre mais poderosas do que anúncios de marca, especialmente quando se concentram na emoção e na justiça.

Contabilizando os pontos — da maneira certa

Estou constantemente a equilibrar os números (quota de mercado, custo por aquisição, sensibilidade ao preço) com o que as pessoas *sentem* em relação a nós. A lição mais importante: não se trata apenas de métricas concretas — pergunto-me regularmente: «O valor emocional da nossa marca está a aumentar ou a diminuir?»

Se você se lembrar de alguma coisa, que seja isto: a inflação não é apenas um obstáculo para a equipa financeira, é um alerta para repensarmos como construímos e mantemos a confiança. As marcas que sobrevivem aos tempos difíceis são aquelas que permanecem honestas, cultivam ligações emocionais e vão ao encontro das pessoas onde elas estão. Esse tem sido o meu norte, e acredito que isso irá diferenciá-lo no futuro.

fullhousepartne08

Managing Partner,
Full House Partners

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