Marketing centrado no paciente: aproveitando dadose empatia para melhorar os cuidados

Ultimamente, tenho refletido sobre como o marketing na área da saúde tem mudado e como isso alterou a minha relação com marcas e prestadores de serviços de saúde. Agora está claro para mim: colocar o paciente – pessoas como nós – no centro não é mais apenas uma tendência; é absolutamente essencial. Quando olho à minha volta, quase metade de nós na região Ásia-Pacífico espera contar com soluções digitais de saúde nos próximos anos. Se os custos forem cobertos, cerca de 9 em cada 10 pessoas com quem falo estão ansiosas por experimentar essas ferramentas.

Tenho observado o crescimento explosivo da saúde digital — basta olhar para a Ping An Good Doctor, que viu os seus novos utilizadores aumentarem quase 900% em um único mês. Na Indonésia, a Halodoc duplicou a sua base ativa, e amigos em Singapura falam sobre o MyDoc, que registou um aumento de mais de 270% no número de utilizadores desde 2019. Estas mudanças não são abstratas: vejo os seus efeitos constantemente, seja ao marcar consultas online em segundos, ao usar links de teleconsulta em vez de viajar ou ao receber lembretes para tomar medicamentos que ajudam as pessoas a cumprir os seus planos.

Percebi que essa evolução não se limita apenas a espaços pouco regulamentados. Mesmo áreas altamente regulamentadas, como produtos farmacêuticos e dispositivos médicos, estão a encontrar maneiras de usar dados anónimos e informações confiáveis e baseadas em evidências para criar relacionamentos mais fortes e pessoais com os pacientes.

Na Full House Partners, a equipa e eu estamos a priorizar o envolvimento que realmente se importa, com base em quatro pilares principais:

  • Empatia no centro: sempre que analiso a jornada de um paciente — mapeando as suas escolhas, frustrações e objetivos por meio de dados comportamentais —, fico impressionado com o quanto a comunicação pode ser mais significativa quando começa com empatia.
  • Priorizando a educação: em vez de falar «para» os pacientes, estou empenhado em produzir conteúdo claro, compatível e genuinamente útil para que as pessoas possam fazer escolhas informadas — incluindo eu mesmo e a minha família.
  • Navegação mais suave: sei como os cuidados de saúde podem ser complicados. Ao integrar pontos de contacto digitais — como agendamento online, teleconsulta e lembretes automáticos de medicação — diretamente nas nossas comunicações, tornamos as coisas mais fáceis, rápidas e menos complicadas.
  • Foco nos resultados: para mim, o verdadeiro teste de qualquer campanha ou solução está no acompanhamento das coisas que importam: os pacientes estão satisfeitos? Eles mantêm os seus tratamentos? Os resultados estão a melhorar? Usando esses insights, adaptamos constantemente as nossas estratégias.

Ao mudar o papel do marketing de simplesmente promover produtos para realmente apoiar melhores resultados para os pacientes, vejo como as organizações de saúde – e pacientes como eu – podem colher um valor imenso. Na Full House Partners, dados e empatia andam de mãos dadas para criar estratégias com impacto real e duradouro. É assim que estamos a ajudar as marcas a serem líderes nesta nova era de cuidados de saúde centrados no paciente.

fullhousepartne08

Managing Partner,
Full House Partners

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