Nada muda, tudo muda: como vejo o metaversoatravés do comportamento humano

A minha viagem ao Metaverso

Se for como eu, a ideia de suar a camisa com um Arnold Schwarzenegger virtual, correr pelas praias da Normandia no Dia D e terminar o dia numa galeria de arte em Berlim — sem sair de casa — parece emocionante e surreal. Isso não é uma fantasia distante; captura a essência do metaverso como eu o entendo agora: um universo 3D vivo e persistente onde podemos nos reunir, trabalhar, fazer compras, aprender e socializar — tudo como nossos eus digitais.

Por que o Metaverso parece tão relevante neste momento

Eis porque acho que todos devemos prestar atenção:
– Potencial de mercado: os números são impressionantes — as previsões apontam agora para um valor colossal de 426,9 mil milhões de dólares para o metaverso até 2027 (daqui a apenas dois anos!).
– Mudanças comportamentais: as interações virtuais estão a se mostrar mais envolventes para muitas pessoas, graças ao feedback imediato e à descarga de dopamina que ele proporciona.
– Maior alcance social: pela primeira vez, experiências caras, educação de alta qualidade e oportunidades de bem-estar estão acessíveis em todo o mundo — a localização não é mais uma barreira.

Seis oportunidades que acredito que as marcas podem aproveitar no metaverso

Aqui está o que aprendi até agora sobre como as marcas (e os indivíduos) podem realmente se destacar:

1. Símbolos de status virtuais: Num mundo onde somos representados por avatares, a comparação social torna-se ainda mais intensa. Vi como acessórios digitais exclusivos — como uma jaqueta de edição limitada para o seu avatar — conferem o mesmo tipo de status que um relógio de luxo na vida real. Criar esses bens virtuais escassos é uma grande oportunidade.

2. Envolvimento profundo: O metaverso oferece feedback em tempo real, o que, pela minha experiência, torna as experiências quase viciantes. Ao «gamificar» coisas como fitness, aprendizagem ou mesmo programas de fidelidade, as marcas podem criar comunidades que continuam a voltar para mais.

3. Abrindo experiências: Honestamente, poder participar num evento global com o clique de um botão é uma grande mudança. As marcas agora podem realizar eventos ou exposições virtuais em níveis para grandes multidões, tudo sem sacrificar seu senso de exclusividade.

4. Possuir ativos digitais: Graças ao blockchain, os itens digitais agora podem ser verdadeiramente escassos e pertencer a várias plataformas. Tenho visto as marcas mais bem-sucedidas lançarem coleções NFT que também estão ligadas a vantagens no mundo real, combinando o digital e o físico de maneiras poderosas.

5. Construindo novos tipos de conexão: Descobri que relacionamentos significativos ainda florescem online, especialmente em comunidades metaversas onde podemos «estar» juntos. As marcas podem liderar isso estabelecendo centros digitais imersivos, reunindo pessoas sob uma paixão ou propósito comum.

6. Superpersonalização: O metaverso gera uma mina de ouro de dados comportamentais. Usados com sabedoria — e com práticas transparentes e respeitosas —, eles podem ser aproveitados para criar experiências personalizadas e confiáveis que fazem as pessoas se sentirem verdadeiramente vistas.

Como eu abordaria uma estratégia de metaverso — passo a passo

1. Defina uma visão clara: qualquer movimento no metaverso deve começar por definir como ele se encaixa nos valores e na missão da marca no mundo real.
2. Construa a base certa: é fundamental investir em plataformas que permitam aos utilizadores levar os seus avatares e bens digitais para outros lugares.
3. Crie protótipos e aprenda: adoro os ciclos rápidos de feedback. Lance uma experiência mínima viável, estude o comportamento e melhore rapidamente.
4. Acompanhe os resultados: avalie o que realmente importa, como o envolvimento, as visitas repetidas e o quanto os utilizadores realmente valorizam esses espaços.
5. Coloque a ética em primeiro lugar: para mim, isso é inegociável: a confiança do utilizador deve ser protegida, o que significa políticas de dados cristalinas.

fullhousepartne08

Managing Partner,
Full House Partners

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